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Arquivo da categoria ‘Caio F. Abreu’

Carou disse para mim no orkut:

No tópico ‘Uma frase/trecho para a pessoa acima’ eu mandaria essa pra vc:  “Seja como for, continuo gostando muito de você – da mesma forma -, você está quase sempre perto de mim…” Ele tem razão. Ela entende bem.

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Esses dias, relendo Luz e Sombra…

“Quase sempre tenho certeza que deve ser você.”

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Porra, como sempre!

“E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. Com corpo e face. Que reponho devagar, traço a traço, quando estou só e tenho medo. Sorrio, então. E quase paro de sentir fome.”

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É involuntário acordar e pegar  o livro que está sempre ao meu lado e ler o que faz doer. Já me disseram e eu não acreditei: eu não sei separar a minha vida da literatura. “Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis [...]

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Como sempre, faz sentido.

“Em luta, meu ser se parte em dois. Um que foge, outro que aceita. O que aceita diz: não. Eu não quero pensar no que virá: quero pensar no que é. Agora. No que está sendo. Pensar no que ainda não veio é fugir, buscar apoio em coisas externas a mim, de cuja consistência não [...]

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Pálpebras de Neblina

Fim de tarde. Dia banal, terça, quarta-feira. Eu estava me sentindo muito triste. Você pode dizer que isso tem sido freqüente demais, ou até um pouco (ou muito) chato. Mas, que se há de fazer, se eu estava mesmo muito triste? Tristeza-garoa, fininha, cortante, persistente, com alguns relâmpagos de catástrofe futura. Projeções: e amanhã, e [...]

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“Tenho medo de, dia após dia, cada vez mais não estar no que você vê. E tanto tempo terá passado, depois, que tudo se tornará cotidiano e a minha ausência não terá nenhuma importância. Serei apenas memória, alívio, enquanto agora sou uma planta carnívora exigindo a cada dia uma gota de sangue para manter-se viva. [...]

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“se tocada por dedos bruscos, me estilhaço em cacos, me esfarelo em poeira dourada.Tenho pensado se não guardei indisfarçáveis remendos das muitas quedas.Embora sempre os tenha evitado, aprendi que minhas delicadezas nem sempre são suficientes para despertar a suavidade alheia…”

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